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REARP 2026: Guia do Contador para Atualização de Imóveis (DEAP) e Planejamento Tributário

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A Receita Federal colocou as cartas na mesa: a estimativa é arrecadar cerca de R$ 1,5 bilhão em 2026 com o novo REARP (O qual reúne dois regimes: Atualização (DEAP) e Regularização (DERP)). Para o Fisco, é uma injeção de caixa imediata. Para o contribuinte, é uma janela estratégica de economia tributária futura. E para o contador? É a chance de ouro de atuar como consultor de verdade.

Muitos clientes têm imóveis declarados pelo custo histórico de décadas atrás. A venda desses bens hoje geraria um Ganho de Capital tributado entre 15% e 22,5%. O REARP surge como a alternativa para atualizar esse valor pagando uma alíquota definitiva reduzida agora para 4% (PF), atualizando o custo fiscal para valor de mercado.

Mas atenção: nem todo cliente deve aderir. O risco de compliance e a necessidade de comprovação documental exigem uma gestão impecável. Vamos dissecar essa oportunidade.

O Que é o REARP e a Matemática da Vantagem

 

O REARP permite que pessoas físicas(em casos específicos, pessoas jurídicas) atualizem imóveis já declarados para valor de mercado, com tributação definitiva sobre a diferença.

Quando vale a pena? A conta é simples, mas exige projeção:

  1. Intenção de Venda: Se o cliente pretende vender o imóvel no curto ou médio prazo, pagar, por exemplo, pagar 4% agora (PF) sobre a valorização é muito mais vantajoso do que pagar 15% a 22,5% na venda futura.
  2. Imóveis Antigos: Bens adquiridos há muito tempo e que tiveram valorização expressiva (descolamento entre Custo Histórico x Valor de Mercado).
  3. Planejamento Sucessório: Atualizar o valor dos bens antes de uma doação ou inventário pode apoiar o planejamento sucessório e a estratégia patrimonial, a depender das regras do ITCMD no estado e da base adotada para cálculo.(dependendo da legislação estadual do ITCMD)

O Desafio do Contador: Riscos e Compliance

Não basta preencher um formulário. A adesão ao REARP formaliza a opção, o valor atualizado e o recolhimento definitivo, aumentando a rastreabilidade patrimonial.A Receita Federal cruza esses dados com movimentações financeiras e cartórios.

Onde moram os perigos?

  • Origem dos Recursos: O cliente tem lastro financeiro para justificar o pagamento do imposto sobre a atualização?
  • Documentação Falha: O imóvel está devidamente regularizado no Cartório de Registro de Imóveis (RGI)? Benfeitorias anteriores foram averbadas?
  • Avaliação de Mercado: O valor atualizado precisa ser realista (laudo de avaliação), sob pena de glosa futura.

Aqui entra a necessidade de um controle interno rigoroso na contabilidade. Atualizar um imóvel sem matrícula atualizada e certidões essenciais em mãos é alto risco operacional.

Como Organizar a Consultoria de REARP no Escritório

Oferecer o REARP é um serviço “High Ticket” (alto valor agregado), mas exige organização cirúrgica para não travar a operação do escritório.

1. Mapeamento da Carteira (Quem se beneficia?)

Não espere o cliente perguntar. Utilize seus dados para identificar quem possui imóveis com valor defasado. Uma vez identificados, use técnicas sobre como melhorar a comunicação com clientes para apresentar um estudo comparativo (Imposto Atual x Imposto com REARP). Isso é venda consultiva.

2. Gestão Documental Centralizada

Para aderir, você precisará de matrícula atualizada, documentos de aquisição e comprovação de benfeitorias quando houver, além de evidências do valor de mercado (ex.: laudo/avaliação). Se isso ficar espalhado em pastas físicas ou e-mails, o prazo vai estourar. A solução é aplicar tecnologia para melhorar a gestão de documentos, criando um dossiê digital para cada imóvel regularizado. Isso protege o CPF do cliente e o CNPJ do seu escritório em caso de malha fina.

3. Controle de Prazos e DARFs (Task Management)

O REARP tem prazo de opção pelo regime deve ser formalizada até 19/02/2026, e o pagamento (ou a 1ª quota) deve ser efetuado até 27/02/2026. A perda de qualquer um desses prazos impede o aproveitamento do benefício. Não corra riscos. É o momento exato de saber quando contratar um sistema de gestão de tarefas. Crie um fluxo específico para o projeto REARP:

  • Coleta de Matrícula Atualizada;
  • Simulação de Ganho de Capital;
  • Aprovação do Cliente;
  • Emissão e Envio do DARF;
  • Retificação da Declaração de Bens.

Tecnologia para Transformar Complexidade em Receita

O REARP 2026 é uma excelente oportunidade de receita extra para contadores, mas exige profissionalismo. O cliente paga pela segurança jurídica e pela inteligência tributária, não pelo preenchimento de guia.

A Confi Software oferece a base tecnológica para você prestar essa consultoria. Nossa plataforma garante que a comunicação do estudo tributário chegue ao cliente, que os documentos dos imóveis estejam organizados e que o prazo de adesão seja cumprido rigorosamente.

Transforme a regularização em estratégia. Ajude seu cliente a economizar e blinde seu escritório contra erros operacionais.

Quer ferramentas para gerenciar consultorias complexas como o REARP? Conheça as soluções da Confi e eleve o padrão do seu escritório.

FAQ: Tudo sobre o REARP 2026

O que é o REARP 2026?

O Regime Especial de Atualização e Regularização Patrimonial (REARP) é um programa do governo que permite atualizar o valor de bens imóveis na declaração de bens, pagando uma alíquota de imposto reduzida sobre a diferença entre o custo histórico e o valor de mercado.

Qual a vantagem de aderir ao REARP?

A principal vantagem é a economia tributária futura. Ao pagar 4% (PF) agora sobre a valorização, você reduz ou elimina o Ganho de Capital numa venda futura, que seria tributado entre 15% e 22,5%.

Quem pode aderir à atualização de imóveis?

Podem aderir pessoas físicas residentes no Brasil e, em alguns casos específicos previstos na lei, pessoas jurídicas. É necessário que o imóvel esteja devidamente declarado e regularizado (com matrícula/RGI).

Existe risco em atualizar o valor do imóvel?

O principal risco é a falta de lastro financeiro para pagar o imposto da atualização ou a superavaliação do bem sem laudo técnico. A Receita Federal pode cruzar os dados para verificar a origem dos recursos utilizados no pagamento do DARF.

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